Nesta terça-feira (26), as taxas dos títulos do Tesouro Direto operam em elevação. Investidores estão reagindo à ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). Além disso, estão atentos ao IPCA-15 de março e ao Boletim Focus da semana.

Na ata divulgada hoje, os membros do Copom justificaram a mudança de guidance, indicando um corte de 0,50 ponto percentual na Selic apenas para a próxima reunião, devido a mais incertezas no cenário macroeconômico e para obter maior flexibilidade na política monetária.

"No campo dos indicadores, o IPCA-15, prévia da inflação oficial do país, desacelerou em março, para 0,36%, após a forte alta de 0,78% observada em fevereiro, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos últimos 12 meses, a variação do IPCA-15 foi de 4,14%", destaca o texto.

Os dados de março ficaram ligeiramente acima do esperado pelo consenso LSEG de analistas, que projetava uma inflação mensal de 0,33% e de 4,13% em 12 meses.

No Boletim Focus da semana, as expectativas para o IPCA deste ano foram revisadas para baixo, de 3,79% para 3,75%. Já as projeções para 2025 diminuíram de 3,52% para 3,51%. Quanto ao PIB, a previsão para 2024 passou de uma expansão de 1,80% para 1,85%.

No Tesouro Direto, as taxas dos prefixados registraram forte avanço na primeira atualização do dia, às 9h23. O Tesouro Prefixado 2027 oferecia uma taxa de 10,15% ao ano, após entregar remuneração de 10,09% no dia anterior. O juro do prefixado para 2031 subiu de 10,92% para 10,97%, enquanto o do papel com vencimento em 2035 avançou de 10,94% para 11%.

Entre os papéis de inflação, destaca-se o juro real do Tesouro IPCA+ 2029, que subiu de 5,75% para 5,79%. O Tesouro IPCA+ 2045 oferecia um juro de 5,92% além da inflação, comparado a 5,89% na sessão anterior.