A inflação acumulada em 12 meses é a maior em quatro décadas, puxada pelas altas no preço do petróleo e inflação global.

E para quem acha que a inflação só aflige a economia brasileira é que não olhou para fora ainda, onde isto não ocorre há décadas.

O principal índice de inflação dos Estados Unidos fechou fevereiro em 7,9% no acumulado anual, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

É a maior taxa registrada desde janeiro de 1982, quando o índice foi de 8,4%.

Em janeiro deste ano, a inflação já havia atingido seu maior patamar também desde 1982, em 7%, agora superada pelo índice de fevereiro.

O recorde segue puxado pelo aumento do preço do petróleo no mercado internacional, que já vinha em alta desde o ano passado com a recuperação econômica após o auge da pandemia.

As altas têm impactado os custos de combustíveis e energia em todo o mundo, incluindo nos EUA.

Agora, com a guerra na Ucrânia iniciada em 24 de fevereiro, os aumentos devem continuar.

O preço do petróleo no mercado internacional chegou a seu maior patamar desde 2008 com a guerra, superando US$ 130 em alguns momentos.

Em 12 meses, a alta acumulada no preço da gasolina nos EUA é de 38%, da energia, de quase 26%, de eletricidade, 9% e de comida, 8%.

O líder de inflação nos EUA são carros e caminhões usados, impactado pela falta de peças e gargalos na indústria global, resquícios da pandemia. Esse grupo subiu mais de 41% em 12 meses.

O Departamento de Trabalho reportou que a inflação para o consumidor se excluída a volatilidade em alimentos e energia ficou em 6,4%, também uma alta em relação aos 6% de janeiro.

Também nesta semana, o presidente Joe Biden anunciou a proibição de importação de petróleo russo nos EUA como sanção à guerra.

No discurso sobre a medida, Biden reconheceu que haverá impacto no preço aos consumidores americanos.