Vamos falar um pouco sobre a arte estampada nas notas do Real Brasileiro (BRL) e por que curiosamente temos animais estampados nas notas.

Se você nasceu depois dos anos 2000, provavelmente não deve ter pegado uma nota diferente do atual Real.

Mas já tivemos no passado outras estampas nas notas, como figuras ilustres e outros simbolos nacionais.

No entanto, atualmente as cédulas do Real desde o inicio estampam a biodiversidade brasileira. Convenhamos, bem mais interessante.

Seria muito mais interessante se ensinassem a respeitar esta biodiversidade ou preservar as florestas, mas este é outro assunto.

Vamos falar um pouco sobre nossa moeda e se você gosta deste tipo de assunto, não esqueça de curtir nossa página no Instagram e nos acompanhar também por lá.

Um pouco da história do Real Brasileiro

O Real surgiu de uma conjuntura de descontrole da inflação que gerava instabilidade econômica. Pode parecer com o cenário atual, mas acredite, era pior.

Pretendia-se uma moeda mais forte e merecedora de mais confiança do que suas predecessoras, filhas de outros planos econômicos que não vingaram.

O nome escolhido, "real", coincide com o nome da primeira moeda do Brasil (plural: réis), moeda essa utilizada pelo império de Portugal em todas as suas colônias.

O Real fora concebido em três fases, a partir de meados de 1993: primeiro, um plano de ajuste fiscal, com o Plano de Ação Imediata (PAI) e, posteriormente, o Fundo Social de Emergência (FSE).

Este, além de desvincular obrigações da União para com os demais entes da Federação, previstas na Constituição de 1988, desejava, segundo as palavras do governo, criar um dispositivo que financiasse programas sociais (daí origina-se o nome do fundo).

Segundo, a criação da Unidade Real de Valor (URV), que tinha como papel servir apenas como unidade de conta, enquanto o Cruzeiro Real permanecia em circulação, como unidade de valor e meio de pagamento.

E, por último, a partir de 1º de julho de 1994, entra em operação a moeda Real, que, finalmente, substituiria o Cruzeiro Real nas suas duas funções remanescentes.

As figuras dos animais no verso das notas e de onde surgiu isto

Diferentemente das moedas que haviam circulado anteriormente, o real não traz na sua nota personalidades da história nacional, mas sim animais da fauna brasileira.

A explicação é a que famílias das pessoas homenageadas nas notas, como a de Mário de Andrade, já haviam reclamado das homenagens.

Além disso, como a moeda precisava ser cunhada rapidamente, e não havia tempo hábil para negociar com as famílias, optou-se pela solução mais rápida: os animais.

Diversas opções foram pensadas, tais como a piranha, o tucunaré, o lambari e o lobo-guará.

Por fim, foram escolhidos o beija-flor (R$1), garça (R$5), arara (R$10), onça-pintada (R$50) e a garoupa (R$100).

Todas estas formam a familia inicial de notas do Real.

Familia de notas do real brasileiro

Cédula comemorativa de R$10 de polímero

Em homenagem aos 500 anos do Descobrimento do Brasil, o BCB lançou uma cédula especial.

Em 24 de abril de 2000, foi lançada a cédula comemorativa de 10 reais, contendo a efígie de Pedro Álvares Cabral, o mapa "Terra Brasilis".

Trazia também um trecho da carta de Pero Vaz de Caminha e uma rosa dos ventos, além de cinco naus da expedição de Cabral, elementos decorativos de azulejos portugueses, linhas sinuosas e representações da Cruz da Ordem de Cristo, todos temas alusivos ao Descobrimento do Brasil.

Esta cédula foi emitida experimentalmente em polímeros e emitida com motivos diferentes das cédulas anteriores do padrão real e emitida apenas no ano de 2000.

Por este motivo, são raros os exemplares desta cédula que ainda estejam em circulação.

Cédula de R$2

As cédulas de dois reais (R$ 2,00) começaram a ser produzidas pela Casa da Moeda do Brasil a partir de 2001, com o intuito de facilitar o troco das cédulas então circulantes com valores intermediários.

Esta cédula, emitida exclusivamente na estampa A, tem algumas diferenças em relação ao padrão lançado em 1994, sendo que a principal delas é que a marca d'água tem uma Tartaruga Marinha e o número 2, que representa o valor da cédula.

Cédula de R$20

Em 2002 foi lançada de vinte reais (R$20,00) uma figura de um mico-leão-dourado.

Primata de pelo alaranjado e cauda longa nativo da Mata Atlântica, que é o símbolo da luta pela preservação das espécies brasileiras ameaçadas de extinção.

Cédula de R$200

A cédula de duzentos reais (R$ 200,00) é a cédula de maior valor nominal do padrão real, lançada no dia 2 de setembro de 2020.

A nota de cem reais foi a cédula de maior valor até o final do mês de julho de 2020, quando o Banco Central anunciou a aprovação de uma cédula de duzentos reais (R$ 200,00), com o animal símbolo sendo o lobo-guará.